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O trabalho “Rede de enfrentamento à violência contra as mulheres do município de Londrina-PR: potencialidades e desafios”, da pós-graduanda em Saúde Coletiva (CCS) Josiane Nunes Maia, recebeu o Prêmio Marielle Franco de Equidade em Políticas Públicas, no 16º Congresso Internacional da Rede Unida. A pesquisa foi desenvolvida no PPG de Saúde Coletiva da UEL, sob orientação da professora Marselle Nobre de Carvalho, e em colaboração com Edyane Silva de Lima, Leticia Nunes Maia Mendonça e Giovana Maria Mourinho Ferreira.
O prêmio foi criado pela Rede Unida em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição e tem como objetivo destacar trabalhos de equidade na saúde, na educação e em outras políticas públicas voltadas à inclusão de grupos populacionais em situação de vulnerabilidade. Cinco trabalhos receberam esse prêmio nessa edição do congresso.
O trabalho faz um resgate de como a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres do município de Londrina foi constituída, além de apresentar conceitos sobre o patriarcado, questões de gênero e violência de gênero. Josiane explicou que o destaque do estudo é mostrar quais partes dessa rede funcionam e quais não. “Uma das nossas dificuldades é manter esse padrão do que é potência, do que está dando certo, e ao mesmo tempo buscar formas de melhorar o que não está dando certo.”
Para Josiane, o prêmio é uma forma de dar visibilidade ao tema, como divulgação dos serviços da rede de enfrentamento à violência para mulheres que necessitam. Além disso, é uma forma dessas informações chegarem até a gestão pública. Ela apontou que, com a apresentação do trabalho no congresso e em outros eventos, pessoas de municípios que não têm uma rede como essa podem ver como é possível organizar esse serviço. Ainda afirmou que o reconhecimento da pesquisa é importante para ela como estudante e profissional e “para a instituição UEL e para o programa de saúde coletiva, para que a gente mantenha os grupos de pesquisa sobre violência da universidade”.


Josiane contou que sua motivação para pesquisar a violência contra as mulheres veio de sua experiência profissional como enfermeira na atenção primária à saúde, atendendo casos de violência. De acordo com a pesquisadora, a violência contra as mulheres é uma questão de saúde pública porque afeta a sociedade como um todo, já que “quando uma mulher é atingida, os filhos são atingidos, a família é atingida, a sociedade perde, a mulher deixa de trabalhar, a mulher deixa de produzir, a mulher deixa de estudar.” Isso é exposto para que a sociedade entenda a necessidade de proteger as mulheres da violência.
Com Agência UEL